Programa Rota 2030/ Análise dos programas submetidos


 

Embora  a Sociedade Brasileira de Automática (SBA)  não tenha sido considerada como membro do Comitê Gestor do  Programa Rota 2030, a indicação da Associação Brasileira de Ciências Mecânicas (ABCM) representa um atendimento às solicitações das instituições de ensino e pesquisa e recebeu prontamente o apoio da SBA.

A SBA foi criada em 1975 com o objetivo primordial de promover a ciência e a tecnologia de controle automático no seu mais amplo sentido, em todos os sistemas, sejam físicos, biológicos, sociais, econômicos e para ser um foro importante para pesquisadores, estudantes e profissionais trabalhando em todos os  campos de Automação e Controle. Representa uma comunidade científica atuante com mais de 600 associados com capilaridade em todo o País contando com comitês técnicos responsáveis pelas suas atividades técnico-científicas.

Considerando a análise dos programas submetidos ao Programa Rota 2030, realizada pelo comitê assessor estabelecido pelo Conselho Gestor no último dia 23 de maio, a SBA entende que é fundamental o Programa se ater aos seus objetivos voltados ao desenvolvimento industrial e tecnológico do setor automotivo no Brasil e não ao atendimento de empresas automobilísticas para não repetir os equívocos do Programa Inovar Auto.

A SBA entende que a realização de chamadas públicas para a seleção de projetos nas linhas estabelecidas bem como, a  sua avaliação por um comitê técnico com representantes das empresas e academia na devida proporção se faz necessário para garantir a isenção e transparência do processo.

Outro ponto relevante para a Academia refere-se  ao montante disponibilizado para P&D. Assim, é importante obedecer proporções equilibradas e o Conselho Gestor pode atuar de forma a corrigir distorções e até usar um critério que leve isso em conta na escolha das entidades coordenadoras e gestoras de programas prioritários.

Finalmente, considerando que a receita do Programa Rota 2030 nos próximos 5 anos é estimada em R$ 7,5 bilhões em que mais de 90% provenientes do Imposto de Renda pouco contribuirão para projetos prioritários do setor, não nos parece uma solução adequada destinar  recursos provenientes do Regime de Peças para as empresas (principalmente se forem multinacionais), em um País em que as empresas do setor automotivo apresentam alto grau de dependência tecnológica das matrizes.

Sendo o que nos apresenta para o momento,

Atenciosamente,

 

 

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Vilma Alves de Oliveira

Presidente  da Sociedade Brasileira de Automática

 

À Diretoria,